domingo, 4 de setembro de 2005

História de um filho da p***

Eis aqui uma estória daquelas ouvidas contar "pela tia da namorada do primo de uma amiga da namorada do meu irmão" neste caso lida num blog da "concorrência"
;-) É longa mas que vale a pena ler. Está demais...

"Estava eu sentado no meu escritório quando me lembrei de uma chamada telefónica que tinha que fazer. Encontrei o número e marquei. Atendeu-me um tipo mal humorado dizendo:
- Diga!!!
- Bom dia. Poderia falar com a Andreia?
O tipo do outro lado resmungou algo que não percebi e desligou o telefone na minha cara. Eu não podia acreditar que existisse alguém tão malcriado. Depois disso, procurei na minha agenda o número correcto da Andreia e liguei. O problema era que eu tinha invertido os dois últimos dígitos do seu número. Depois de falar com a Andreia, observei o número errado, ainda anotado em cima da minha mesa. Decidi ligar de novo. Quando a mesma pessoa atendeu, eu disse:
- Você é um filho da p***!!!
Desliguei imediatamente e anotei ao lado do número a expressão "filho da p***" e deixei o papel sobre a minha agenda. Assim, quando estava nervoso com alguém, ou num mau momento do dia, ligava para ele e, quando ele atendia, dizia-lhe "Você um filho da p***" e desligava sem esperar pela resposta. Isto fazia-me sentir realmente muito melhor.
Aqui vai uma sugestão: se existe alguma coisa que o está realmente a incomodar, você sempre pode fazer alguma coisa para se sentir melhor basta discar 210764367 ou o número de qualquer outro filho da puta que você conheça e diga a ele o que ele realmente é.
Acontece que eu fui até ao shopping, no centro da cidade, comprar umas camisas. Uma senhora estava a demorar muito tempo para tirar o carro de uma vaga no estacionamento. Cheguei a pensar que nunca mais fosse sair. Por fim, o seu carro começou a mover-se e a sair lentamente do seu espaço. Dadas as circunstâncias, decidi fazer marcha atrás com o meu carro um pouco para dar à senhora todo o espaço que fosse necessário para ela sair."Até que enfim que se vai embora", pensei. De repente, apareceu um Opel Vectra preto vindo do outro lado do estacionamento e entrou de frente na vaga da senhora pela qual eu estava à espera. Comecei a tocar a buzina e a gritar:
-Eh amigo, não pode fazer isso! Eu estava aqui primeiro...!

O fulano do Vectra limitou-se a sair do carro, fechou a porta e ligou o alarme, caminhando no sentido do shopping e ignorando a minha presença,como se nada tivesse ouvido. Perante a sua atitude, pensei "este tipo é um grande filho da p***! De certeza que há uma data de filhos da p*** neste mundo!". Foi então que reparei que o tipo tinha uma folha de papel A4 com um telefone colada no vidro do Vectra. Então, anotei o seu número telefónico e procurei outra vaga para estacionar.
Alguns dias depois, estava sentado no meu escritório e acabara de desligar o telefone após ter discado o 210764367 do meu velho "amigo" e dizer "Você é um filho da p***" (agora já é muito fácil ligar, pois tenho o número dele na memória do telefone), quando vi o número que tinha anotado do tipo do Vectra preto e pensei "Devia ligar para esse tipo também". E foi o que fiz.
Depois de um par de toques, alguém atendeu
- Está?
-Estou a falar com o senhor que está a vender um Vectra preto?
- Sim, é o próprio.
- Poderia dizer-me onde posso ver o carro?
- Sim, eu moro na Rua X, n.º Y. É uma casa amarela e o Vectra está estacionado em frente.
- Qual é o seu nome?
- O meu nome é Eduardo Cerqueira Marques - disse o tipo.
- Qual é a hora mais apropriada para eu me encontrar consigo, Eduardo?
- Pode-me encontrar em casa à noite e aos fins de semana.
- É o seguinte Eduardo, posso-lhe dizer uma coisa?
- Sim...
- Eduardo, você é um grande filho da p***!! - e desliguei o
telefone.
Depois de desligar, coloquei o número do telefone do Eduardo na memória do meu telefone. Agora, tinha um problema: eram dois "filhos da p***" a quem ligar.
Depois de alguns telefonemas ao par de "filhos da p***" e de lhes desligar, a coisa não era tão divertida como antes. Este problema parecia-me muito sério. Pensei numa solução. Em primeiro lugar, liguei para o "filho da p*** 1". O tipo, mal-educado como sempre, atendeu:

- Alô - e então eu disse:
- Você é um filho da p***- mas desta vez não desliguei. O "filho da p*** 1" disse:
- Ainda estás aí, desgraçado?
- Siiimmmmmmmm, amooooor!!! - respondi a rir.
- Pára de me telefonar, meu filho da mãe - disse ele, irritadíssimo.
- Não paro, não, filho da p**tinha querido!!!
- Qual é o teu nome, piolhoso? - berrou ele, descontrolado.

Eu, com uma voz séria de quem também está furioso, respondi
- O meu nome é Eduardo Cerqueira Marques, seu filho da p***. Porquê?
- Onde é que moras, que eu vou aí dar cabo de ti, desgraçado? - gritou.
- Você acha que eu tenho medo de um filho da p***? Eu moro na Rua
X, n.º Y, numa casa amarela, e o meu Vectra preto está estacionado em frente, seu palhaço filho da p***. E agora, vais fazer o quê? - gritei eu.
- Eu vou até aí agora mesmo, meu. É bom que comeces a rezar, porque vou-te fazer a folha - rosnou ele.
- Uuiii! Ai é? Já estou cheio de medo, filho da p***. És uma merda! E eu estou à porta de casa à tua espera!!! - e desliguei o telefone.

Liguei imediatamente para o "filho da p*** 2".
- Está? - atendeu ele.
- Olá, meu grande filho da p*** !!! - disse.
- Meu, se te apanhar vou...
- Vais o quê? O que é que vais fazer??? Filho da p***!
- Vou dar-te chutos na boca até ficares sem dentes, meu!!
- Achas que eu tenho medo de ti, filho da p*** ? Vou-te dar uma grande oportunidade de tentares dar chutos na minha boca, pois estou a ir para a tua casa, meu filho da p*** !!! E depois de rebentar-te a fronha, vou partir todos os vidros dessa merda desse Vectra que tens. E reza para que eu não deite fogo a essa casa amarela de paneleiro. Se és homem, espera por mim à porta dentro de 5 minutos, meu filho da p*** !!! - e bati com o telefone no gancho.
Fiz logo outra chamada, desta vez para a Polícia e, com uma voz afectada e chorosa, disse que estava na Rua X, n.º Y, e que ia matar o meu namorado homossexual assim que ele chegasse a casa. Finalmente, peguei no telefone e liguei para a SIC, a dizer que estava prestes a começar uma briga de um marido que ia voltar mais cedo para casa para apanhar o amante da mulher, que morava na Rua X, n.º Y.
Depois de fazer isto, peguei no meu carro e fui para a Rua X, n.º Y, para ver o espectáculo. Foi demais, observar um par de "filhos da p***" a agredirem-se à frente de duas equipas de reportagem, até à chegada de 3 viaturas da Polícia, a qual levou os dois algemados e bastante maltratados para a esquadra.
A moral da história?
Não tem moral nenhuma! E, já agora, veja lá se atende o telefone educadamente, pois posso ser eu a ligar para si, por engano...."

1 comentário: