sábado, 5 de novembro de 2005

UM DIA DE TERROR! Ou Um dia para rir - mas só daqui a algum tempo!



Ele há dias em que nada parece correr como planeado...Hoje foi desses.
De manhã predispus-me a limpar a casa "mais a fundo". Vai daí decidi ir levar o menino à minha mãe para estar mais livre. Enquanto estava com ela liga o meu "folhadinho" Paulo a dizer que vinha almoçar com a madrinha (he he).
Adiei a limpeza a fundo e decidi dar uma geral apenas.
Depois do almoço fui com a minha mãe buscar o Pedrito ao jardim infantil e a ideia era eu ir com a minha mãe dar 1 jeito à casa dela e depois irmos "terminar" a minha. Mas antes... tive a feliz ideia de ir a Telheiras comprar 1 andador para o Alexandre.
Aqui é que tudo descambou!
No Paço do Lumiar para me desviar de um parvalhão de 1 cão que desceu para a estrada, meti a roda num buraco que não tinha visto sequer. Pelo barulho vi logo que não era coisa boa e de facto em 5 metros o pneu vazou. Encostei à berma e contrariando a intenção da minha mãe de " ligar ao meu pai para ir lá" meti mãos à obra a trocar o pneu.
Estreei o meu "macaco" e sujei as mãos todas mas completei a tarefa... o desalento foi quando baixo o carro ao chão e constato que o suplente TAMBEM ESTAVA VAZIO (vá gozem! digam lá que eu devia ter visto antes... só com o peso do carro é que "foi abaixo"). Até aqui tudo bem. Situação estúpida mas deu-me para rir! - Bem resolve-se, vou à mala buscar o compressor e ponho ar. - E esta foi a parte em que me apeteceu chorar. Lembrei nesse momento que emprestei o compressor à minha cunhada Liliana! ARGHHHHHHHHHHHHHH - LILI QUERO O MEU COMPRESSOR!
- Bem... ligo à Lili e peço que dê aqui um salto. Telé da lili chama sem resposta, tele do meu irmão desligado. GRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
Liguei ao meu pai... (pois a minha mãe é que estava certa desde o inicio!).
Meu pai vem, com o compressor dele enche o meu suplente e tchau. Nós seguimos em frente ele volta ao emprego.
2º volta da saga
ARGGGGGGGGGGHHHHHHHHHHH NÓS ANDÁMOS UNS 15 METROS E O PNEU ESTAVA NO CHÃO VAZIO OUTRA VEZ!
BUAAAAAAAAAAAAAAAA!
Como quando algo corre bem "(...) todo o Universo congemina para ajudar (Paulo Coelho Dixit) tanto o meu telémovel como o da minha mãe estavam quase sem bateria! E o meu carregador de isqueiro guardadinho no porta luvas do carro do meu marido!
Enfim... Liguei ao meu avô ( o meu pai ainda devia ir a caminho do trabalho) e pedi se podia desenrascar-me. Como ele vende carros usados incumbi-o de desencantar um pneu...
Claro que enquanto esperávamos por ele deu tempo para o Alexandre acordar, fazer 1 birra, para o meu mano Pedro se perder no 1º andar de uma loja de puericultura, comprar aquilo que nos levou a Telheiras em primeiro plano, o telémovel da minha mãe descarregar de vez a bateria, o meu avô ligar todo tramado porque não nos encontrava e claro que não encontrava porque estava nas traseiras de onde nós estávamos...
Enfim... uma festa! trouxe o pneu e mudou-o mas não sem antes o ESTUPOR DO MACACAO que devia estar bem encaixado como a minha cara descair e semi-arrancar o guarda lamas do carro.
Nesta altura eu já tinha passado do desespero para a apatia de quem está na "Quinta Dimensão".
Pneu montado, os miudos com o lanche dado numas escadas ali ao lado, agradecimentos ao avô (pelo pneu emprestado, não pelo guarda lamas estragado) e vamos de regresso a casa.
Pelo caminho:
- birra do Pedro -quero bolachas-quero bolachas-quero bolachas!
- Fila no Paço do Lumiar - Xandre adormece
- (...) Fila no Paço do Lumiar - Pedro adormeçe
- Chegamos a casa da minha mãe às 19. De frisar que a aventura começou as 15h30 ( e escrevo isto ao som da minha gargalhada de histeria desesperada).
Mãe fica em casa com Pedro, eu venho para casa com o Xandre.
Enquanto pouso as coisas e oriento o jantar ouço um estrondo.
:( Não sei se ria, não sei se chore, nem sei se conte porque tanta desventura numa só tarde já parece ficção!
No chão da sala, ao som de um "ai ai ai ai ai" do Alexandre, jaz a minha Orquídea nova.
:(
Apatia
Nem um som.
Peguei nele, levei para o quarto, mudei uma fralda, deitei-o na cama, para descansar. Não se para ele descansar, se para eu descansar. Mas depois do dia de hoje se não ficasse sozinha agora acho que ia desabar...
Apanhei a flor do chão, caule partido, flores partidas. Em vão,bem sei, coloquei fita cola a juntar as hastes.
Aspirei a sala pela segunda vez hoje.
O Alexandre dorme...
Eu... vim para aqui e enquanto relei isto penso: sonhei ou passou-se mesmo assim?
Deve ter-se passado... é que pelo menos eu... sinto-me passada...
E faltam 3 horas para acabar o dia... ainda muito pode acontecer!

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