domingo, 6 de agosto de 2006

As cabras e as sonsas

HOje enquanto visitava os meus amigos virtuais, li em 4 blogs distintos situações que me deixaram a pensar em 2 tipos de pessoas com as quais todos nos cruzámos.
Já todas nós tivémos o previlégio de conhecer especimes destes...
A cabra é aquela que gostes ou não, é franca até à medula!
Abre a boca e diz o que pensa, marimbando-se se está a magoar os outros ou não.
Age pelo que quer, luta pelo que acredita e passa por cima de quem tiver que passar.
A cabra diz-te na cara: Não me parece! Quando lhe pedes algo que não lhe interesse fazer.
Raramente se prejudica para te ajudar e se o faz é porque realmete se preocupa contigo.
Já a sonsa...é um doce! Abnegada, gentil e humilde!
Sempre disponivel e de sorriso na cara. Peças o que pedires ela diz-te que sim, e com um sorriso nos lábios.
É a amiga ideal que podes contar sempre!
:) Pelo menos até começares a conhecer bem... cada uma delas...
A Cabra, ou pelo menos as que conheci até hoje, é cabra mas uma cabra honesta. Falta a diplomacia quando te diz NÃO!? Quando te deixa pendurado ou te manda à cara coisas que se calhar não gostas de ouvir? Até pode faltar... Mas eu aprendi a gostar muito desse feitio! É que a cabra não dissimula! Diz-te o que pensa NA HORA! A cabra não faz jogos duplos em que está tudo bem e por traz vai arranjar intriguinhas ou fazer ar de vitima a terceiros.
A Sonsa, no meio de toda a sua bonomia e ara afável, vai a pouco e pouco "tecendo uma teia". Com pequenos nadas, alguns comentários, a pouco e pouco vai exercendo influência, infiltrando-se em assuntos que não lhe competem e ganhando "poder de decisão".
Ninguém é sempre bom! Ninguém é sempre capacho... Desconfio sempre de alguem que "não diz um não, não dá um grito, não vira as costas!!"
As pessoas podem ser boas por natureza. Eu sei que me enquadro neste cenário. Sou leal, ajudo (muitas vezes prejudicando-me) sempre que posso. Tento estar "sempre lá".
Mas CAPACHO NÃO!
Até posso não dizer logo na cara o que sinto/penso. Mas se não o fizer na hora, ou é porque estou "com o sangue quente" e não gosto de falar emocionalmente para não "falar emocoes ao inves de factos" Ás vezes dizemos coisas que só magoam e não vão ajudar a resolver o problema em causa. Mais vale pensar e falar com lógica. Mas falar! Não é guardar e depois ir tecer teias a terceiros com diz que disse e faz que fez. Para mim... não dá!
Sou humana, tento ser diplomata mas nem sempre consigo!! Tento não pisar os outros para me por bem a mim. Não quer dizer que se for preciso não pise um pé!!
A sociedade e os seus "padrões morais" condenam e criticam o ser-se "cabra". Não fazem a apologia da sonsa, mas que é mais facilmente aceite ai isso é... Eu sou honesta.
Aprendi a valorizar muito "uma boa cabra!" Alguem que diz o que pensa ainda que te fira, alguem que te manda à fava e se "põe bem", alguém que "parte a loiça toda" por aquielo em que acredita... mesmo que esteja errada, para mim, tem mais valor que alguém que te ajuda em tudo, te dá tudo e parece sempre pronta a tudo, e aos poucos te vai serrando os saltos dos sapatos, colocando uma corda em volta do pé e quando dás por isso te tem na mão.
Como disse... falo dos casos que conheci... Aprendi com os dois tipos de pessoas...
Hoje orgulhosamente afirmo que "aprendi a se um bocadito mais cabra" ;) e isso é bom!
Tenho dito

1 comentário:

  1. A minha mãe sempre me ensinou que "para cabra, sê cabra e meia", daí eu sempre ter sido habituada a não calar a menos que realmente não tenha razão ou o momento não seja o melhor, a dizer não a situações que me poderiam ser prejudiciais de alguma forma. a ser o mais honesta possível nos meus sentimentos... Vida fora houve algumas coisas em mim que se suavizaram, apesar de tentar ser o mais franca e directa possível, tento também não dizer as coisas "à bruta", tento perceber sempre o "outro lado" e que a minha santa boquinha não se abra a disparar enquanto o miolo ainda está a processar e organizar os pensamentos!
    Só uma coisa não mudou em mim ao longo dos anos... quando gosto, gosto e têm tudo de mim, mas quando embirro... esqueçam lá isso que daqui não levam nada, nem sequer um pensamento!

    ResponderEliminar