domingo, 6 de setembro de 2015

Quem ajuda os que ajudam

Ou quando começaremos a ser humanitários dentro de nossa casa?
 Não me interpretem mal. Acho horrível o que estão a passar milhares de pessoas cujo desespero os leva às ações que temos seguido na TV. Para quem sempre teve teto e paz, não é fácil entender o verdadeiro drama, mas consegue ter-se uma ideia. E lógico que a imagem da criança síria que deu à costa sem vida, amplamente usada para ilustrar o flagelo da questão, fere, choca, deixa-nos a pensar em todos os que morreram também, maiores e menores que aquele, e não tiveram direito a capa de jornal... 
Mas por muito que tente entender esse flagelo, não posso aceitar que tenhamos nós próprios centenas de desalojados e pessoas em situação de miséria pelo país fora sem que o estado intervenha e nesta situação externa já haja casas da igreja e desmobilização de valores mensais para apoiar os refugiados... Se calhar os nossos também precisam de arranjar um barco de borracha, atracar no terreiro do paço e pedir estatuto de refugiado... Talvez consigam teto e apoio no valor de 1500€ mensais...
O humanitarismo é preciso e é bonito, mas começa-se em casa... Digo eu... Mas eu não sei nada...

2 comentários:

  1. Estou como tu, concordo que se ajude quem foge em desespero da guerra e da miséria, dentro das nossas possibilidades, mas choca-me e muito que um Estado que ostensivamente fecha os olhos às situações já existentes país fora, de fome e miséria extrema, venha agora desencantar mundos e fundos para acolher os refugiados! É que se, afinal havia casas, por exemplo, porque é que há famílias inteiras a dormir na gare do Oriente e pelos túneis de Lisboa sem que o Estado lhes deite a mão? Os meios, afinal, existem... compaixão é que nem por isso...

    ResponderEliminar