sábado, 1 de dezembro de 2018

Tradições Natalinas

Sobre as tradições

Sábado, 7:10de uma manhã fria:
-Mãe! Vamos montar a árvore de natal! Vamos? Anda, acorda mãe!!!
Estremunhada, entro nos chinelos de pelúcia, os pés ainda no onírico de onde fui abrutamente arrancada.

7:45 - Roupões vestidos, Pequeno almoço tomado, começamos a deslaçar as mortalhadas fitas que envolveram o moribundo natal de há 12 meses... Em piloto automático, entre uns “põe os Ninjagos”, “não consigo tirar a roupa a boneca”, “oh mãe olha o Ozzy” e “ a Guida bateu-me” começamos a levantar o esqueleto artificial do “pinheiro” de natal. De Pinheiro pouco tem, farrapos de plástico e propileno sem o cheiro pungente e acre que nos enchia as narinas em
Miúdos durante a época natalícia...
Há um quê de magia em montar a árvore de natal com os filhotes e (e o gato) à nossa volta, ajudando com todo o entusiasmo a espalhar as decorações pela sala e fazendo questão de montar o puzzle dos Ramos na ordem errada...
3 filas de Ramos estão já em riste, a espera das fitas e bolas que vão encantar os miúdos nas próximas semanas. Preparo-me para lhe dedicar mais uma extensão quando, qual anciã desencantada com a vida, a árvore se desmorona ante os nossos olhos. Seria poético, não fossem as tiras de plástico a saltar, o gato assustado pulando pelos móveis qual bola de pinbal e os miúdos em pranto ante a visão do Natal esparramado na sala...

Sábado, 8:59, de uma manhã onde o sol começa a despontar.... quem diria que o hipermercado já tem tanta gente a esta
Hora?
O pinheiro morto jaz no contentor e um novo segue na bagageira, a caminho de casa.

Os miúdos saltitam com a excitação.
Eu, fazendo jus à tradição portuguesa, vou imersa em reminiscências... Quebrou-se um ciclo de 14 anos.
A nossa árvore primeira, o nosso primeiro natal; o primeiro natal do Alexandre, todas as consoadas que viveu connosco, em que partilhou as nossas conversas, a nossa família...
Eles não entendem a minha nostalgia. É só um pedaço de plástico, certo? Um pedaço com 14 anos de história...

11:00- a sala parece um jogo de Mikado. Fitas, enfeites e Ramos. Retomamos o projeto iniciado de manhã. Chamo os filhotes todos à sala. Os 5,  colocamos a estrela. Comecemos um novo ciclo. Esta é a nossa árvore. Que acompanhe muitos natais felizes.
#rakieleosminions;#os5;#rakieldo

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

 Depois de muitas horas dedicadas a literatura fantástica achei que precisava de um registo diferente. Como gosto de muito de mistério achei que um policial seria interessante. Escolhi Não sei se o mesmo trabalho e cuidado com o livro segue nos outros trabalhos que a editora tem. As páginas são amareladas e grossinhas, com um ótimo espaçamento e fonte. O que achei incrível de diferencial neste trabalho foi que ao terminar o capítulo, o novo é apresentado com uma folha preta e uma textura um pouco diferente.


Quando li a sinopse me interessei muitíssimo pela história, mas que conforme fui lendo ia me "decepcionando". Falava para mim mesma que não estava gostando da história, não que ela não seja boa, só que chegou em um ponto que realmente caí em si de que "Nossa, este livro não tem um dialogo". Só percebi quando realmente começou querer aparecer um dialogo ou outro.
Mas vamos a história. Pedro trabalha em uma casa de repouso cuidando de idosos; sua vida foi simplesmente levada sem deixar marcas e nem ser marcada. Sem ex-amores, ele lê jornais e noticias antigas, não sai direito e quando sai é para o mesmo lugar e com os passos contados. Um belo dia ele recebe uma espécie de diário dado por um dos idosos, o de número 32. Mas quem é 32? Mistérios da meia noite. Neste "diário" temos relatos de acontecimentos que envolve Jonas, Alice C. e aquele que conta. Pedro se envolve tanto com aquelas páginas que muda os padrões estabelecidos por ele mesmo. Até então eu achei a história cansativa e arrastante para mim, só que então chegamos mais ou menos lá pela página 100 e a história começa a ganhar outra cara. Aquela cara de realmente um quase policial.
Indicaria a leitura mais pelas páginas finais mesmo, que é a parte realmente envolvente, não que o que se vem antes seja péssimo ou ruim.

Eu e o Furby

E ir aconchegar os filhotes à cama e acidentalmente tocar no raio do Furby que foi deixado no meio do quarto?! Quem nunca o fez não sabe o que è  voar ao estilo “the floor is lava”, com o boneco ao colo, até a divisão mais distante do quarto antes que a bomba rebente! Que è como quem diz... Antes que o felpudo abra os olhos, grite: sayHellotoTy! E desate a algarviar a alto som... 😉  - e claro.... rir à gargalhada enquanto o deixo fechado na cozinha a falar para o hamster e o periquito!

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Dia dos namorados

A proposito dos coracoes que inundam as vitrines, por estes dias...
sou romântica, sou apaixonada, amo, sou amada e muito feliz...
Desde 1996 que conjugamos os verbos do amor, não num dia, mas em tantos ao longo do ano.
Aqui em casa, o dia 14 não me diz muito. Desejamo-nos um feliz dia e pouco mais.
O nosso dia dos namorados ocorre uma semana mais tarde e assim continuará a ser. Esse è o dia em que celebramos termos começado a namorar.
Mais que o comemorar esse “aniversario”, o nosso amor vive de fôlegos diários. Um sms romântico a meio do dia, um mimo oferecido só porque sim, uma manta colocada sobre ti se adormeces no sofá... apaixonar-se è fácil... è no “viver felizes para sempre” está o verdadeiro desafio do verbo amar.
Depois de nos apaixonarmos, è preciso aprender a amar...