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Mensagens

Diálogos

- “Herique”, sabes? eu gosto muito da nossa família! Porque eu não tenho uma mana mas eu tenho dois manos e tu e o “Axande” gostam muito de mim!
- Sim “Didinha”, porque eu vou sempre “putegê-te” porque nós somos uma equipa e eu sou mano do meio!
❤️😻 conversas dos dois caçulas, entre papéis e canetas de feltro... (ia jurar que o sofá não tinha aquele traço preto)

Halloween ou Pão por Deus? - Do as thow will but harm no one!

Quando era miúda, o Halloween era algo que se via nos filmes americanos e nos causava a nós, miúdos lusitanos, uma dor de cotovelo enorme.
Ver aquelas crianças mascaradas, em cortejo pela rua, com os pais a acompanhar, tocarem à campainha de casas decoradas a rigor e receber doces, era um foco de desejo.
    Há os acérrimos defensores de que esta tradição não é nossa...que é importada, que é pagã, que a nossa tradição é o pão por Deus.
    Mas será que sim? O que faz uma tradição? Não podemos ter novas? Não haverão algumas que se perdem no tempo e diluem no sentido?
     Não deixa de ser a minha opinião, e vale o que vale, mas acho que nas últimas gerações, de um modo geral, foi o que aconteceu nos centros urbanos. A tradição, esmoreceu,
     Até ao final de um duro período de ditadura, de maiores dificuldades, de carências, etc, era comum que se cumprisse a tradição. Apadrinhada pelo Estado, incentivada pela necessidade das famílias, as crianças saíam à rua a pedir o pão por Deus e refaste…

crianças do século XXI

Sábado, perto das 20:30. A luz vai abaixo.Os minions jantavam, enquanto viam um vídeo de como desenhar coisas de Halloween. -Oh! Acabou  a luz! - diz a M. - Bolas! Além da luz também se desligou a internet! - réplica o H - O sinal de Wi-Fi precisa de eletricidade Henrique.- tento explicar - Então liga a net do teu telemóvel que o vídeo não terminou!!!- claro Henrique... haja dados... as noções de “real” deles são tão diferentes das minhas!

Telepatias

Todos já tivémos sensações de deja vu.
O sentir já  ter vivido aquela cena num outro momento. De vez em quando tenho esses flashes. 
        Mas, mais que essa sensação de estar a reviver um momento, acho delicioso o número de vezes em que penso em alguém e esse alguém me liga, ou me aparece à frente. 
         Acontece imenso com a minha mãe, com a minha irmã, com os meus avós... e aí já nem estranho. Somos tão próximos que a probabilidade de estar a pensar neles quando me ligam è grande. 
          Ontem aconteceu, e fiquei calada, porque no momento ia soar a falso, quase a clichet eu dizer "ainda ontem sonhei contigo!"

         Depois de um fim de semana em passeio pelo  norte, a revisitar locais da minha meninice, a reviver memórias boas da adolescência, sonhei com uma amiga com quem partilhei muitas histórias e aventuras de verão. Aquelas amizades que prometemos ser para sempre, mesmo que a vida nos separe por largos milhares de kilometros.
         Não falava coma B. há mai…

sobre a poupança de água

Eu sei que a água è um recurso escasso..que devemos poupar, arranjar meios de minimizar o gasto. Mas... lavar o carro à chuva?! Ontem, quando cheguei de levar o A. ao treino, chovia. Não uma chuva torrencial mas uma tipo “molha parvos”. Ora, nem a propósito, atrás do meu prédio cruzo-me com um senhor, enfiado numa capa de chuva até aos pés, com uma vassoura em riste... pensei: deixou cair a vassoura da janela...Não. Enquanto esperava que a porta da garagem abrisse percebi que estava a lavar o carro aproveitando a chuva que caía... Ainda estou a tentar decidir se o considero um génio ou um tolo... aceitam-se sugestões.

Eu, pluviófila, me assumo.

A-D-O-R-O! Das galochas de borracha, aos chapéus de chuva enormes. Das gabardines ao cabelo encharcado.  A ponta dos dedos gelada de segurar o chapéu, ou, esperem, a elegância das luvas de pele a segurar o chapéu.  ADORO chuva. Não é de hoje, não é de ontem.  Talvez seja mimalhisse de infância, dos tempos em que chegava a casa,encharcada ao vir da escola , e tinha a minha mãe à espera, de toalha turca em punho,  pronta a secar cada gota de água e a esfregar-me de tal modo o corpo para o aquecer que me deixava a pele a doer. Ou talvez fosse das muitas vezes que a ouvi contar o horror que sentiu ao viver as cheias de 67.  O pavor de ver colchões a descer a rua que mais parecia um rio, o pânico de ver o pai tirar baldes de água de dentro de casa, o temor ao ver estradas de lama descer a encosta da serra e galgar pelas casas. Talvez a dor que via estampada nos olhos da minha mãe, ao falar de coisas que não compreendia, me fizessem querer minorar o drama e mostrar-lhe que o passado já lá …

O meu Outono

É verdade que adoro o inverno. O som da chuva a cair, o cheiro a erva molhada, o barulho do vento nas janelas, o trovejar, as luzes de um raio à distância.
        Se me falarem de estações preferidas é essa a primeira em que penso. Com os meus camisolões de gola alta, os chapéus de chuva que adoro, as botas de cano alto, os fins de semana no sofá, de manta nas pernas e chavena de chá na mão.
       Mas há qualquer coisa de muito especial no outono. O Outono transporta-me à minha meninisse. Aos recomeços das aulas. Ao caminho de casa à escola, O som dos passos a calcar as folhas secas do passeio, o cheiro da terra molhada, o vento forte que nos dificultava o avançar.
        Outono é sinónimo de batata doce assada, com manteiga e canela; O Outono traz o cheiro ao bolo de iogurte da minha mãe, acabado de sair do forno quando eu chegava da escola.
        O Outono tem no ar o cheiro forte dos marmelos a cozer na panela, para o doce da minha infância. Traz o cheiro e o sabor das…