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Mensagens

A mostrar mensagens de janeiro, 2021

Maggie e a honestidade

 A repetir de vez em quando: Façam com o vosso filho e vejam o que ele responde: 1- Qual o nome da mãe ? Sónia 2- A mãe é gorda ou magra? Gorda 3- Alta ou baixa? Baixa 4- O que a mãe gosta de comer? Dieta 5- O que a mãe gosta de vestir? Roupas pretas 6- Quantos anos a mãe tem? 43 7- Quantos quilos ela pesa? Não sei (uff) 8 - Que presente gostavas de lhe dar? Um teste para estar grávida ( cruzes!) 9- Quem ama mais a mãe? Eu! 10- O que a mãe é? Minha fã (errada não está!) 11- O que a mãe está sempre a dizer? Vai arrumar o teu quarto senão mando tudo fora (sou horrível) 12- Para onde queres viajar com a mãe? Disney 13- O que tu queres ser quando cresceres? Médica de tirar bebés da barriga Margarida, 5 anos e meio

Avózinha

  Um mês sem a tua presença física. Estás sempre comigo. Mas faz-me falta a tua gargalhada e o toque sempre quente das tuas mãos. Saudades minha avozinha… Saudades. Tantas saudades de poder ligar-te. Saudades da tua voz. De ouvir o telemóvel tocar e ler “avózinha Stella” no visor. Hoje queria ligar-te…O pé que me deste, floriu. Obrigada, minha avozinha amada, por tudo o que deixaste em mim.

O confinamento - parte 2

Confinar ou não, eis a questão. Olhando as “regras” deste confinamento 2.0, conclui-se que,  Para quem desde o início de 2020 faz os possíveis para ficar confinado e limitar os contactos para evitar propagação do vírus, pouco muda. Para quem até agora andou por aí a meter-se em risco a si e aos outros, pouco vai mudar. As pessoas têm de encaixar que pararmos ou desacelerarmos a propagação deste vírus não está nas regras do governo, nas coimas ou restrições, mas na consciência, na ética e  responsabilidade pessoal de cada um. Do meu lado, continuarei a fazer o mesmo que faço desde o início de 2020, enquanto aguardo, com fé, que a vacinação chegue a mim e aos meus e possa finalmente sentir que estamos mais próximos de ultrapassar esta pandemia.

Entre costuras e pensamentos

Foi a minha avó quem me ensinou a coser... Não que se tenha descoberto uma costureira em mim... mas aprendi com ela as bases. Alinhavar, chulear, cerzir. Ensinou-me a fazer o ponto invisível, o ponto cruzado, o caseado... Dava-me pedaços de pano e restos de linha e eu ficava ao lado dela a praticar, com ar solene de quem está numa tarefa importante. Olhava as suas mãos pequeninas, de dedos ágeis, a remendar a roupa de trabalho do avô, a coser botões nas camisas, a casear pontas de meias...  Ralhava comigo quando eu atalhava caminho e punha uma linha enorme na agulha: Isso è trabalho à Maria Badalhoca! Faz as coisas com preceito! A linha grande vai enrolar e a costura não fica nada de jeito! Aprendi com ela a colocar botões... “ Isso são pontarelos! Se dobras a manga vê-se esse ninho de linha!”  E eu, queria agradar! Queria aprender! E aprendi. Gostava tanto desses momentos nossos! Sempre que tenho que  coser botões nos bibes dos pequenos - e è algo que acontece semanalmen...