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A mostrar mensagens com a etiqueta # mãedetres

À reentre

  📚 Reentré 2025 Mais velho no 3.º ano da faculdade. Dois mais novos, nova escola, novo ciclo. Eu: novo ano, mesma escola. Alunos de sempre, caras novas. Colegas de ontem, outros recém-chegados. Ginásio… ainda a conta-gotas. Rotina a engonhar — mas vai. Setembro é isto. 🚶‍♀️🍂 📚 Reentré 2025 Mais velho no 3.º ano da faculdade. Dois mais novos, nova escola, novo ciclo. Eu: novo ano, mesma escola. Alunos de sempre, caras novas. Colegas de ontem, outros recém-chegados. Ginásio… ainda a conta-gotas. O blog, ainda em modo férias de verão… Rotina a engonhar — mas vai. Setembro é isto. 🚶‍♀️🍂

Maggie e a pintura

  Se calhar invés de um artista tenho dois!!

O Algarve e os algarvios

Fomos almoçar fora. O almoço estava bom. O que me ecoa na cabeça não são as conversas que tivémos, não é o sabor bom do peixe grelhado, mas a postura do funcionário que nos atendeu...  Adoro o Algarve. Não gosto tanto dos Algarvios.  Deixem lá elaborar, antes que me excomunguem.  Sou fã do Algarve. Fã das férias de infância, sediadas em Portimão mas a passear por todo o Barlavento e Sotavento. Gosto das praias, do canto incessante das cigarras, das figueiras na berma das estradas. Há um cheiro muito característico nesta zona e que sentimos assim que entramos em terras Algarvias. Uma mistura do doce das vegetações secas, com o pungente das flores e frutos amadurecidos nas arvores. Isto temperado com a maresia cria uma fragrância que dificilmente se conseguiría engarrafar.  Confesso que a praia é o que menos me atrai. Não as do Algarve em específico. Quem me conheçe sabe que eu, a areia, o vento e a água fria temos uma relação complicada. Há zonas muito especiais onde ...

Ensino à distância - A importância de pedir licença.

11h00. à exceção das casas de banho, há em cada divisão da casa alguém à frente um portátil ligado... Uns trabalham, outros em aulas.    A dada altura ouço os passinhos da  Margarida. "Saiu da sua aula", veio ter comigo e pediu se eu podia ir ajudá-la.  Pedi que esperasse um bocadinho, terminei o que estava a escrever,  levanto-me e vamos as duas para a cozinha, onde ela está a ter aula. - Que precisas?  - Não estou a conseguir ligar o som!-  Ligo o som, ela senta-se, põe o dedo no ar e quando  a educadora lhe dá a palavra  ouço-a dizer:  - Laura! - Posso ir lavar as mãos? E pronto... era só isto. Voltei para o meu cantinho enquanto tento entender...  :P

Balanço de 2020

 Não tem sido um ano fácil, em termos generalistas.      Esta trampa desta pandemia que nos trocou a normalidade e nos obriga a viver num baile de máscaras diário. Gestos que outrora seria considerados uma obsessão compulsiva, são agora incentivados.       Passa gel na mãos, coloca a mãscara, passa gel nas mãos. Passa gel nas mãos, entra na loja, vê, toca (o mínimo possível), compra, guarda as coisas no saco, sai da loja, passa o gel nas mãos. Chega a casa, tira sapatos, desinfeta sapatos, tira máscara, desinfeta e guarda a máscara, tira casaco, desinfeta e pendura casaco, passa gel, cumprimenta quem está. Brinco, mas a brincar toco na ferida, que se não morremos da doença, morremos na cura.       Estes gestos, aparentemente inofensivos, hão-de cobrar o seu preço. Aos poucos, todos nós, uns mais que outros, estamos a ganhar tiques, fobias, manias.  A prometida vacina, que se vislumbra "para breve",  poderá trazer em d...

Os avós é que sabem!

  Maggie entra na cozinha e vê-me a arranjar vegetais para a sopa. -Aviso já que não vou comer essa sopa! Não estás a ligar a avó a saber como ela faz! Inspiro, expiro- Eu já lhe liguei! Estou a fazer como ela disse. A jovem olha com ar de dúvida: - E de certeza que entendeste bem? Olha Maria Ro , estás oficialmente de serviço às sopas, sim?

Brindemos a Setembro

 Adoro o mês de Setembro. Talvez tenha algo a ver com a ideia de renovação, recomeço.  Novas oportunidades. Setembro traz o fim das férias e o começo de um novo ano letivo.  Um ano para novas experiências. Para fazer diferente. Para ser melhor! Um ano para dar início àqueles planos que deixámos na gaveta, para abandonar de vez aquilo que nos faz menos bem.  Talvez seja o simbolismo, talvez seja patetice minha. A verdade é que gosto de ciclos.  De planos definidos. Setembro é uma marca. E assim tem sido para mim.. A cada ano uma catadupa de planos, uns concretizáveis, outros nem tanto, afluem na minha cabeça e dão origem a listas de coisas a fazer, a tentar, a exprimentar... Este ano não foi diferente! Setembro chegou e com ele novas oportunidades e desafios!  Os pequenos regressam à escola. Também para eles este será um recomeço diferente. (Questiono-me se algum dia tornarão à "realidade de há sete meses atrás"...) Tempo de abrir as agendas e começar! Este ...

Aventuras de uma aquariófila inexperiente

O meu aquário está perto da janela da cozinha. Não é nada de especial. Apenas u m pequeno aquário de 30 litros... Mas, como apanha muita luz, mesmo com o filtro ganha verdete... já testei a batata doce, já testei tapar uma lateral com autocolante opaco... nada ajudou... então decidi comprar umas plantas... Inglória tarefa porque todas as lojas aqui perto estão sem stock de plantas.- culpa da pandemia. - Comprei on-line e marquei ponto de encontro.~ O vendendor, muito profissional, entrega-me solenemente uma garrafa de 1,5l, deitada, cheia até meio com água e as lentilhas de água a flutuar.... a garrafa tinha uma abertura a meio... coisa à pro... Paguei, agradeci e quando chego ao carro, cai-me a ficha:como vou levar uma garrafa aberta no carro? Porque não veio isto num saco ou garrafa fechada? Desenrascada, que é coisa que sempre fui, modéstia à parte, fui buscar dois saquinhos do pão à bagageira e fitacola. - sim, a minha bagageira tem esses artigos e nem vocês imaginam o que mais!...

Ozzy vai ao veterinário - Ou uma saga trágico-comédia. Parte 1

Ontem encontramos habitantes não convidados, em casa.  É verdade que não ocupam muito espaço, nem sequer são barulhentos. E nada tem a ver com a cor. Mas a verdade é que temos estilos de vida diferentes e prefiro que o Ozzy não se dê com saltitantes seres  sugadores de sangue. Ficou combinado que hoje, quando eu chegasse, o levaríamos ao veterinário para fazer desparasitação e aproveitávamos e tratávamos da manicure do felpudo. Hoje contatei a clinica e marquei hora de consulta. Chego a casa e convido: Meninos, se querem levar o Ozzy ao veterinário vistam-se! Henrique - Espera que estou quase a passar este nível. Margarida - Mas eu não tenho meias!!! Já não tenho meias com laços!  (Se calhar ajudava se não mudasse de roupa 3 a 4 vezes ao dia, mesmo sem sair de casa) A boa da mãe - Guida se não tens dessas calça outras.  Margarida- Não! Só gosto destas! As outras são para dormir! A boa da mãe, inspira, expira.  - Então, calça umas sandálias ou umas havaianas...

E assim reabriram as creches

Ao fim destes meses em confinamento, sinto que algo começa a estalar em mim. Não um quebrar visível,  não há o som cristalino do copo de vidro que cai da bancada e se estilhaça no chão. Será antes como uma fissura... uma pequenina fissura, que mal se vê, que não deixa verter água, mas que existe, e aos poucos, tenta crescer. Uma fissura que sinto mas tento ignorar.  Não posso dar-me ao luxo de a tornar visível, é preciso continuar funcional. Mas ela está lá. Não todos os dias, não a toda a hora, mas em pequenos gestos ou situações.  Quando toda esta situação nos atirou para casa, numa quarentena generalizada, havia medo, havia ansiedade. Havia toda uma situação desconhecida que destabilizou a realidade conhecída e nos obrigou,  a todos, a descobrir e criar novas regras. Tele-aulas, Tele-escola, Teletrabalho, Família junta 24*7, Famíliares afastados apesar da presença do video. Com mais ou menos resistência, todos encontramos um ponto de equilibrio e, durante semanas,...

E voçês? Também têm o Joel nas mãos?

- Mãe, posso por Joel nas mãos? - Podes, mas não é Joel, é gel. - Não. É Joel! Eu li. - Mostra, Kike? - preparo-me para lhe explicar os valores do G, quando ele me aponta o frasco... <3 O meu menino sabe ler...  ® Joel - Publicidade gratuita..

O que esconde um nome? Traumas, parece-me...

Hoje, a princesa M. chega ao pé de mim com uma folha, mostra-ma, e comunica com nariz empinado:  - vou começar a assinar assim! O meu nome é gigantesco! É um pesadelo! Sorri... E recuei cerca de 10 anos no tempo, até ao dia em que um lindo rapazolas de olhos grandes e brilhantes me diz: - Não é justo! Porque é que me deram este nome? O Rui só precisa escrever três letras! O meu nome parece um comboio! E penso... no outro jovenzinho, que ainda não há muito tempo me perguntou: - Oh mãe, agora enquanto são "férias do Corona" posso escrever só Kike no plano diário? O meu nome é enorme! Pobres crianças... Os papás arranjam sempre modo de traumatizar os filhos. Algo me diz que o futuro me deve trazer netinhos com nomes bem curtos ;) Alexandre, Henrique e Margarida, os vossos nomes foram escolhidos a dedo e com todo o desvelo! Juro que não foi para vos martirizar! ;)

5 anos de Margarida

5 anos A princesa da casa fez anos este mês. E, como todos os anos, devíamos ter celebrado com a família, os amigos, os colegas do colégio. Hoje, há 5 anos atrás, o meu maravilhoso mundo azul ganhava laivos de um rosa intenso e cheio de luz. Um rosa vibrante, de som cristalino, que trouxe à nossa família, a peça do puzzle que nos faltava. A princesinha fez anos, mas quis este vírus sem escrupúlos nem respeito, que a data nos encontrasse fechados em casa. Sem escola, sem família, sem os amigos. Acho que me custou mais a mim que a ela. Criança que é, a sua capacidade de adaptação rapidamente ajustou o nível da expetativa e delirou com o bolo pequenino que fizémos para celebrar o dia, com o Balão de hélio e as grinaldas pela sala. Os muitos Beijinhos foram virtuais.  Mas, O ponto alto do dia?! Não foi o bolo, nem as grinaldas, nem mesmo os presentes que recebeu. O delirio (dela e dos manos) foram as três vezes que a campaínha tocou ao longo do dia. Pela primeira vez desde Março, viram...

Quarentena- dia 18

Vou partilhar... hoje, ao jantar, senti -me a mãe mais miserável do mundo. Depois de todo dia em Teletrabalho. Em avaliações, em reuniões v irtuais, a precisar concentração - eu e o pai- pedir falem baixo, não venham para aqui agora, já vos pedi que não façam barulho e outras do mesmo tipo. È muito bom poder estar em casa, e te-los sob a asa. Mas è tão ingrato para eles. Têm muito menos apoio e atenção que em alturas normais... Enfim, então, dizia eu, estávamos a jantar, todos juntos à  mesa e diz o Henrique:  - o corona vírus é mt bom!!!!   Tudo a olhar para ele: Não Henrique. É mau, muito perigoso...  e ele, dá um sorriso maravilhoso dos dele:  - não! É muito bom! Porque podemos estar todo o dia com vocês! 😔  meus ricos meninos.