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A mostrar mensagens com a etiqueta #Rakieldo #Devaneios

Publiquemos fotos de gatos

Publiquei uma foto de uma criança a ajudar um idoso na rua, tive meia dúzia de reações. Escrevi um artigo sobre a importância da leitura na idade precoce, nem sei se foi lido. Postei uma foto do Ozzy num grupo de gatos: tenho cento e tal likes e outros tantos comentários.  Os gatos vão governar o mundo.  Num tom um pouco mais sério, e embora em curta escala, não deixa de ser exemplificativo da nossa sociedade. O visual predomina. Se implica ler, pensar, tomar um ponto de vista, as pessoas optam por se abster. Não se comprometem. Escolher implicar assumir uma posição. Tomar uma posição, defender um ponto de vista, pode ferir suscetibilidades, pode gerar discussão... mais vale ficar quieto que isto não è comigo. Somos todos salvadores e fundamentalistas atrás de um ecrã de telemóvel ou computador. Ai criticamos situações e partilhamos com o peito inchado de orgulho pela ajuda que estamos a dar, sem fazer nada sequer...  Partilho a foto de um gato... lindo, por sinal, mas...

Halloween ou Pão por Deus? - Do as thow will but harm no one!

Quando era miúda, o Halloween era algo que se via nos filmes americanos e nos causava a nós, miúdos lusitanos, uma dor de cotovelo enorme. Ver aquelas crianças mascaradas, em cortejo pela rua, com os pais a acompanhar, tocarem à campainha de casas decoradas a rigor e receber doces, era um foco de desejo.     Há os acérrimos defensores de que esta tradição não é nossa...que é importada, que é pagã, que a nossa tradição é o pão por Deus.     Mas será que sim? O que faz uma tradição? Não podemos ter novas? Não haverão algumas que se perdem no tempo e diluem no sentido?      Não deixa de ser a minha opinião, e vale o que vale, mas acho que nas últimas gerações, de um modo geral, foi o que aconteceu nos centros urbanos. A tradição, esmoreceu,      Até ao final de um duro período de ditadura, de maiores dificuldades, de carências, etc, era comum que se cumprisse a tradição. Apadrinhada pelo Estado, incentivada pela necessidade d...

O meu Outono

        É verdade que adoro o inverno. O som da chuva a cair, o cheiro a erva molhada, o barulho do vento nas janelas, o trovejar, as luzes de um raio à distância.         Se me falarem de estações preferidas é essa a primeira em que penso. Com os meus camisolões de gola alta, os chapéus de chuva que adoro, as botas de cano alto, os fins de semana no sofá, de manta nas pernas e chavena de chá na mão.        Mas há qualquer coisa de muito especial no outono. O Outono transporta-me à minha meninisse. Aos recomeços das aulas. Ao caminho de casa à escola, O som dos passos a calcar as folhas secas do passeio, o cheiro da terra molhada, o vento forte que nos dificultava o avançar.         Outono é sinónimo de batata doce assada, com manteiga e canela; O Outono traz o cheiro ao bolo de iogurte da minha mãe, acabado de sair do forno quando eu chegava da escola.         O Outono tem no ar...

16 anos? Já!?

Continuas a ser tu... Continuamos a ser nós e o nosso caminho, a dois, a cinco. Há momentos que se tornam únicos, mesmo sem o sabermos. Foi num desses momentos que nos conhecemos. Uma terça feira chuvosa, dois gaiatos sem noção, E no "escurinho do cinema", mas sem os drops de anis, deu-se o prelúdio do que viria a ser a nossa história. Um namoro de adolescentes, que perdura até hoje. 27 de setembro de 2003. A bonita data em que trocámos votos e desejos de que o nosso amor fosse para sempre. Têm sido 16 anos maravilhosos. Obrigada por seres a cor da minha vida, mesmo nos momentos a preto e branco. É muito bom sermos "nós". Amo-te.