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Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta #coisasminhas

Os cef- resposta aos colegas mimimi

Em resposta a uns quantos comemtários que me chegaram por MP, a criticar o meu post anterior...  Não sou hipócrita. Quem me conhece sabe que não falo por falar. Por isso: Sim, repito, reforço e reafirmo: Ensinar Cursos de Educação e Formação (os famosos CEF) não é para todos. - é a minha opinião amigos, vale o que vale, mas honestamente, acho que quem disser o contrário… nunca entrou numa sala CEF em dia de chuva, sem ar-condicionado, com dois ou três alunos dos dezessete inscritos na turma, que se sentam no fundo da sala, com o telemovel em mão e olham com ar de: - que é que quer!?  quando tentas começar a dar matéria. São alunos que, na sua maioria, não gostam da escola dita "normal" – demasiado teórica, demasiado certinha, demasiado… longe da realidade deles.  Muitos vêm de contextos difíceis, carregam nos ombros muito mais do que mochilas pesadas. Vêm com feridas que não se veem e reações que não conseguem (ou não querem) controlar. E nós, professores, estamos ali.....

Digital Junkie

  7:30 da manhã. Não tenho msg da minha mãe, não tenho msgs de bom dia das amigas. O email não acusa notificações de mensagens recebidas… as redes sociais estão mudas… não sei como proceder. Sigo a manhã e vou trabalhar? Isto soa demasiado distópico para ser real. Não confio que esteja acordada. Acho que me vou sentar no sofá e esperar que a realidade retorne. Dilemas de uma digital junkie no sec.XXI

Quinta feira de espiga

  Há uma semana lembrei-me que se aproximava o dia da espiga. Não sou crente, não sou supersticiosa. Se tenho uma religião é o amor aos meus. E foi pela minha avó que me lembrei do dia. Pensei com mágoa, com uma raiva não direcionada, mas mal contida, que este ano não ia comprar ramo nenhum! Que se lixassem esses rituais pagãos que não têm qualquer sentido ou razão lógica. Espigas em número ímpar para representar o pão e a fertilidade. Papoilas rubras a simbolizar o amor. O malmequer “prata e ouro” para as riquezas terrenas. A oliveira, desejo de paz. O alecrim, para a força.  A videira, a alegria. (E haverão tantas variantes quantas as regiões de Portugal, mas esta é a versão que sigo) No dia de hoje, a minha avó ligar-me-ia. – Hoje é dia de espiga. Eu até gostava de ter um raminho…, mas se calhar já não se veem … E eu diria, como sempre: - Se eu encontrar levo-te um .  E levava. Todos os anos. Às vezes apanhado por mim daqui e dali até ter o ramo feito, outras v...

Avózinha

  Um mês sem a tua presença física. Estás sempre comigo. Mas faz-me falta a tua gargalhada e o toque sempre quente das tuas mãos. Saudades minha avozinha… Saudades. Tantas saudades de poder ligar-te. Saudades da tua voz. De ouvir o telemóvel tocar e ler “avózinha Stella” no visor. Hoje queria ligar-te…O pé que me deste, floriu. Obrigada, minha avozinha amada, por tudo o que deixaste em mim.

Balanço de 2020

 Não tem sido um ano fácil, em termos generalistas.      Esta trampa desta pandemia que nos trocou a normalidade e nos obriga a viver num baile de máscaras diário. Gestos que outrora seria considerados uma obsessão compulsiva, são agora incentivados.       Passa gel na mãos, coloca a mãscara, passa gel nas mãos. Passa gel nas mãos, entra na loja, vê, toca (o mínimo possível), compra, guarda as coisas no saco, sai da loja, passa o gel nas mãos. Chega a casa, tira sapatos, desinfeta sapatos, tira máscara, desinfeta e guarda a máscara, tira casaco, desinfeta e pendura casaco, passa gel, cumprimenta quem está. Brinco, mas a brincar toco na ferida, que se não morremos da doença, morremos na cura.       Estes gestos, aparentemente inofensivos, hão-de cobrar o seu preço. Aos poucos, todos nós, uns mais que outros, estamos a ganhar tiques, fobias, manias.  A prometida vacina, que se vislumbra "para breve",  poderá trazer em d...

Os avós é que sabem!

  Maggie entra na cozinha e vê-me a arranjar vegetais para a sopa. -Aviso já que não vou comer essa sopa! Não estás a ligar a avó a saber como ela faz! Inspiro, expiro- Eu já lhe liguei! Estou a fazer como ela disse. A jovem olha com ar de dúvida: - E de certeza que entendeste bem? Olha Maria Ro , estás oficialmente de serviço às sopas, sim?

"O tempo entre costuras" - excelente livro de férias

 Confesso que não quis ler o livro pelo renome da autora, ou pela crítica, nem mesmo pela sinópse... Vi-o nas mãos de uma amiga e achei piada ao nome.       Fiquei a antever o que poderia ocorrer entre costuras, que pudesse originar um romance. E da antevisão, passei à leitura.     Nunca tinha lido nada de Dueñas. A narrativa é um  um misto de biografia, romance, suspense, aventura e drama que nos cativa desde o inicio. Gostei muito da contextualização socioeconómica do protectorado em Marrocos, a envolvência da pré guerra civil espanhola, narrada com rigor e displicência ao mesmo tempo, isto é, informando sem maçar. A narrativa de Sira, contada na primeira pessoa,  está escrita de modo a que conseguimos "sentir" com a personagem, as várias aventuras. Apaixonamo-nos com ela, viajamos com ela para Marrocos, sofremos juntas as agruras do seu desalento amoroso.  O livro não é apenas uma história de amor. Sira, a humilde costureira, ass...

Se não for da doença, vai ser da cura.

De hoje a 4 dias completam-se 3 meses desde que estamos em casa. Há já uma rotina criada, ajustada, readaptada às novas realidades de cada um de nós. Já sei os dias que tenho que dar aulas no quarto porque na sala há demasiadas atividades em simultâneo. Já conheço as vozes de grande parte dos interlucutores diários do meu marido... Já (quase) todos se habituaram a colocar no quadro do frigorifico as reuniões, trabalhos e aulas que vão ter - só com horários a malta se entende. Maravilhoso no meio do caos, as refeições, ainda que às vezes a correr, todos juntos à mesa. Nunca tinhamos conseguido almoçar os 5 juntos mais de 20 dias seguidos. É ridiculo, não é? Se quantificarmos as coisas, foi preciso uma pandemia deste nível, para nos confinar a todos  verdadeiramente em família. Juntos. Não em férias, mas num bigbrother sem cameras, 24 sobre 24 horas todos juntos.  Não sei se temos "vivido" ou sobrevivido. Houve dias de perfeita loucura, em que nada corre bem, tudo parece conspi...

O mesmo filme, um novo capítulo

Estou em casa. O filme continua a ser escrito, em modo reality show improvisado, com cada um de nós como personagem. Não sei bem qual o meu papel. Estou em casa. Com a família. Primeiro fecharam as escolas.  Não todas, algumas, onde tinham surgido casos. Depois vieram os debates na tv, a forte opinião pública.  Lá fora, pela Europa, a maior parte das escolas estão fechadas. As pessoas estão em casa… aqui demora. Finalmente, meio a medo, começam a encerrar-se escolas e colégios, por decisão própria das direções, por precaução. Mesmo sem casos confirmados. Já se sabe que o contágio é intenso e dramático. Já se sabe que as crianças sempre apanham o vírus. Que não são muito afetadas, mas afetam fortemente todos em seu redor. Os idosos são os mais suscetíveis. A pressão social obriga a uma posição do Estado. As escolas encerram todas. Por uma quinzena. Para já. As aulas presenciais estão suspensas. Até à interrupção da Páscoa. Estou em casa, desde sexta feira,...

E assim terminou mais um ano.

Em 2019: - Apanhei um susto com a minha avó. - Ganhei, em projetos eTwinng, 4 selos nacionais de qualidade. - Fui galardoada com um selo Europeu, de Qualidade eTwinning. - Celebrei 23 anos de namoro. - Passeei, de Norte a Sul, com a família. - Recuperei relações esmorecidas. -  Assisti a concertos especiais. - Recomeçei a escrever. -  Fui madrinha. -  Terminei o mestrado. - Voltei a ler. Acima de tudo, repensando os 12 meses, fui feliz! Venha o novo ano que tenho muitos planos para ele!

Manhãs de domingo

- Já que te acordam com as galinhas, mais vale aproveitar e adiantar trabalho. - Pensamento inocente de quem tem filhos.  Em poucos minutos há folhas, cadernos, lápis e canetas à miha volta, na mesa.  Um quer fazer atividades, outra quer que eu lhe passe trabalhos...  - Ide brincar, criaturas de Deus! -é o que grito mentalmente enquanto tento forçar um sorriso e correspondo ao que pedem, adiando para sei lá quando, as coisas que tenho MESMO que ter feitas até ao final do dia de hoje. Eles não têm culpa que tenhas tarefas e obrigações. É fim de semana e precisam da tua atenção... A teoria está toda aqui... mas há alturas em que tenho que usar toda a pedagogia e auto controle para manter a calma e aceitar que não posso fazer as coisas quando e como quero...Inspira, expira... Bora lá, parece que agora é hora de ir fazer bolachinhas...

Uma torta de laranja e o dia em que tudo mudou

Amanhã fazes anos . Tu, o meu Grande. o meu filhote primeiro. 15 anos. Ser mãe foi sempre um desejo, um objetivo. Nunca equacionei não ter fillhos. Estava, desde as primeiras brincadeiras com nenucos e papinhas, preparada para receber nos braços um pequeno ser, saído de mim, e que segundo ouvia dizer: "ia mudar a vida como eu a conhecia". Tu, trouxeste tudo isso e muito mais. Desde o momento em que soube que ia ser mãe e, ingénua, corri a contar ao mundo a notícia. Nunca pús a hipótese de algo pudesse não correr bem. Sonhava contigo há anos! Tinhas apenas 6 semanas de gestação, meu amor, quando soube que me tinhas escolhido para mãe. Foste amado desde o "positivo" no teste. Por mim, pelo papá, pelos avós, pelos tios. Vá... já sabes que tive ali uns segundos de "a sério?!" quando me disseram que eras um rapaz. O papá deu um salto no banco e soltou um " YES!", mas eu, nas minhas certezas estava segura que o meu primeriro filho ia ser menina......

Estou fora de prazo...

Perguntava-me há dias, uma das duas ou três seguidoras que ainda perdem tempo em ler as parvoeiras que para aqui debito, porque não publicito o blogue. Porque não divulgo o que escrevo ou procuro seguidores. Deixou-me a refletir na questão. Um blogue sem leitores ainda é um blogue? Este meu mundo blogosférico tem tido vários picos desde 2005 quando começei o #meupequenouniverso. Na altura era in ter um espaço online e havia blogues sobre tudo. O meu era maioritariamente sobre o A. as aventuras na maternidade de primeira viagem. Partilhava e trocava comentários com dezenas de blogs do mesmo tipo. A esses juntavam-se as partilhas culinárias, as partilhas de banners e templates feitos em frontpage e conhecimentos autodidatas em Html. Mas havia um foco comum... a partilha. Havia um intercâmbio de ideias, de opiniões, de comentários. Aos poucos foi esmorecendo essa febre e embora o blog não tenha morrido, esteve algum temo em modo comatoso, com poucos sinais de vida. As pessoas mudam,...