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A mostrar mensagens com a etiqueta #FamiliaNumerosa

Ozzy vai ao veterinário - Ou uma saga trágico-comédia. Parte 1

Ontem encontramos habitantes não convidados, em casa.  É verdade que não ocupam muito espaço, nem sequer são barulhentos. E nada tem a ver com a cor. Mas a verdade é que temos estilos de vida diferentes e prefiro que o Ozzy não se dê com saltitantes seres  sugadores de sangue. Ficou combinado que hoje, quando eu chegasse, o levaríamos ao veterinário para fazer desparasitação e aproveitávamos e tratávamos da manicure do felpudo. Hoje contatei a clinica e marquei hora de consulta. Chego a casa e convido: Meninos, se querem levar o Ozzy ao veterinário vistam-se! Henrique - Espera que estou quase a passar este nível. Margarida - Mas eu não tenho meias!!! Já não tenho meias com laços!  (Se calhar ajudava se não mudasse de roupa 3 a 4 vezes ao dia, mesmo sem sair de casa) A boa da mãe - Guida se não tens dessas calça outras.  Margarida- Não! Só gosto destas! As outras são para dormir! A boa da mãe, inspira, expira.  - Então, calça umas sandálias ou umas havaianas...

15 dias

E ainda não conheço a princesa mais nova. Há 3 meses que não dou um abraço bom na minha afilhada doce. 90 e poucos dias, desde que vi o meu sobrinho... Pensar: "é por uma boa causa"  não me apazigua a alma...

E assim reabriram as creches

Ao fim destes meses em confinamento, sinto que algo começa a estalar em mim. Não um quebrar visível,  não há o som cristalino do copo de vidro que cai da bancada e se estilhaça no chão. Será antes como uma fissura... uma pequenina fissura, que mal se vê, que não deixa verter água, mas que existe, e aos poucos, tenta crescer. Uma fissura que sinto mas tento ignorar.  Não posso dar-me ao luxo de a tornar visível, é preciso continuar funcional. Mas ela está lá. Não todos os dias, não a toda a hora, mas em pequenos gestos ou situações.  Quando toda esta situação nos atirou para casa, numa quarentena generalizada, havia medo, havia ansiedade. Havia toda uma situação desconhecida que destabilizou a realidade conhecída e nos obrigou,  a todos, a descobrir e criar novas regras. Tele-aulas, Tele-escola, Teletrabalho, Família junta 24*7, Famíliares afastados apesar da presença do video. Com mais ou menos resistência, todos encontramos um ponto de equilibrio e, durante semanas,...

O que esconde um nome? Traumas, parece-me...

Hoje, a princesa M. chega ao pé de mim com uma folha, mostra-ma, e comunica com nariz empinado:  - vou começar a assinar assim! O meu nome é gigantesco! É um pesadelo! Sorri... E recuei cerca de 10 anos no tempo, até ao dia em que um lindo rapazolas de olhos grandes e brilhantes me diz: - Não é justo! Porque é que me deram este nome? O Rui só precisa escrever três letras! O meu nome parece um comboio! E penso... no outro jovenzinho, que ainda não há muito tempo me perguntou: - Oh mãe, agora enquanto são "férias do Corona" posso escrever só Kike no plano diário? O meu nome é enorme! Pobres crianças... Os papás arranjam sempre modo de traumatizar os filhos. Algo me diz que o futuro me deve trazer netinhos com nomes bem curtos ;) Alexandre, Henrique e Margarida, os vossos nomes foram escolhidos a dedo e com todo o desvelo! Juro que não foi para vos martirizar! ;)

5 anos de Margarida

5 anos A princesa da casa fez anos este mês. E, como todos os anos, devíamos ter celebrado com a família, os amigos, os colegas do colégio. Hoje, há 5 anos atrás, o meu maravilhoso mundo azul ganhava laivos de um rosa intenso e cheio de luz. Um rosa vibrante, de som cristalino, que trouxe à nossa família, a peça do puzzle que nos faltava. A princesinha fez anos, mas quis este vírus sem escrupúlos nem respeito, que a data nos encontrasse fechados em casa. Sem escola, sem família, sem os amigos. Acho que me custou mais a mim que a ela. Criança que é, a sua capacidade de adaptação rapidamente ajustou o nível da expetativa e delirou com o bolo pequenino que fizémos para celebrar o dia, com o Balão de hélio e as grinaldas pela sala. Os muitos Beijinhos foram virtuais.  Mas, O ponto alto do dia?! Não foi o bolo, nem as grinaldas, nem mesmo os presentes que recebeu. O delirio (dela e dos manos) foram as três vezes que a campaínha tocou ao longo do dia. Pela primeira vez desde Março, viram...

Quarentena - dia 7

Amanhã será quinta feira dia 19 de Março. Podia ser um post com a referência ao dia do pai. Mas será o dia 7 O sétimo dia de uma quarentena social que estamos a viver. No dia 13 de Março, que por auspiciosa coincidência calhou ser uma sexta feira, o Estado português decretou o encerramento de todas as escolas em território nacional. O país entrou numa especie de letargia em que aos poucos, cada um se recolheu a casa, em família. A noção de se evitar o contato social gerou uma paranóia coletiva em que todos olham os demais como potenciais portadores do virus. Aconselha-se a reclusão social e uma quarentena quinzenal, em casa, atentos a sintomas de risco. Todos são portadores até prova em contrario - ecoa na tua cabeça... Vamos, todos juntos, combater este inimigo! Vamos ficar todos bem! -  As palavras de ordem, os chavões otimistas, não nos preparam para o que o isolamento implica. Que sonho! Poder ficar em casa e não ter que sair! O luxo de poder ter uma quinzena ...

Quarentena #Dia5

Ontem, fui à rua pela primeira vez desde que ficámos em casa. Aparentemente tudo normal. Alguns carros na estrada,nada por demais. A diferença, senti-a quando entrei num minimercado e em cada dez pessoas, nove estavam de máscaras e luvas. Embora tivesse um kit na bolsa, não era minha intenção usar. Ouve-se nas notícias o aviso de que são ineficazes se não estiveres infetado e não queres ser totó. Dei por mim a sobressaltar-me conforme tocava as prateleiras para pegar nos artigos. Olhei de lado para a alça do cesto onde tinha as compras. Quase sub repticiamente, tirei as luvas cirugicas e coloquei-as. Precisei dirigir-me a um funcionário. Fi-lo com uma distância segura, como se o seu hálito fosse laser. Dou comigo a olhar a máscara que lhe tapa a boca e apercebo-me que o deixa desconfortável eu ter os lábios e nariz descobertos. Passo a ser eu o elemento incomodativo. Coloco a máscara, assim que me vejo a sós no corredor. Continuo as compras, entre a sensação de segurança e o p...

O mesmo filme, um novo capítulo

Estou em casa. O filme continua a ser escrito, em modo reality show improvisado, com cada um de nós como personagem. Não sei bem qual o meu papel. Estou em casa. Com a família. Primeiro fecharam as escolas.  Não todas, algumas, onde tinham surgido casos. Depois vieram os debates na tv, a forte opinião pública.  Lá fora, pela Europa, a maior parte das escolas estão fechadas. As pessoas estão em casa… aqui demora. Finalmente, meio a medo, começam a encerrar-se escolas e colégios, por decisão própria das direções, por precaução. Mesmo sem casos confirmados. Já se sabe que o contágio é intenso e dramático. Já se sabe que as crianças sempre apanham o vírus. Que não são muito afetadas, mas afetam fortemente todos em seu redor. Os idosos são os mais suscetíveis. A pressão social obriga a uma posição do Estado. As escolas encerram todas. Por uma quinzena. Para já. As aulas presenciais estão suspensas. Até à interrupção da Páscoa. Estou em casa, desde sexta feira,...

Quando a realidade assusta mais que a fição - Covid 19

Passou quase um mês desde que aqui estive. Tanto tem acontecido nestes últimos meses, que tenho debatido o dilema  deambular o asunto. Na verdade, tenho convivido o dilema de saber como viver o assunto. Têm sido dias de incerteza, de dúvida, e de medo. Sobretudo medo. Esta Pandemia do Corona Vírus traz-nos a uma situação inédita. Toda uma experiência social inédita. O sonho de poder ficar em casa sem ter que pôr um pé na rua, revela-se um pesadelo quando vira real. Esta é uma realidade retirada da ficção. As séries televisivas, os filmes apocalípticos de um flagelo para a Humanidade, os Ensaios Sobre a Cegueira e as Pandemias Hollywoodescas convergiram num guião muito mais assustador, imprevisível porque não se escreveu ainda o fim. Um vírus, surgido a milhares de km, afeta uma pessoa… e em três meses, espalhou-se, deu a volta ao mundo, e reduz a nada todo seu diâmetro. Aquilo que era em dezembro um caso raro e estranho, de um vírus mortal que estava a dizimar uma loc...

Ser feliz é fácil

Mini-férias em família. Sol, passeio, namoro, brincadeiras. Que fácil é ser feliz quando a felicidade passa por estar com quem amas. Não importa onde.

Maggie e o eterno feminino

Hoje a M. pediu para trocar os brinquinhos.  Fui buscar a caixa onde estão as suas estrelinhas, corações, unicórnios e coisas mimentas.  -Não mãe. Eu quero uns brincos de pérola! Senti uma pontada de embevecimento. Sou eu quem usa pérolas. Na maioria dos dias, na maior parte dos acessórios.  - Ela "vê-me"... Ela quer ser como a mamã. - penso enquanto me dirijo às minhas coisas. Sentamo-nos as duas em cima da cama, e delicio-me enquanto a vejo deslumbrada com as dezenas de brincos, colares, fios, pendentes, aneis e ganchos que vai retirando cerimoniosamente dos compartimentos.  Delicio-me com os seus comentários sobre o que mais gosta e o que quer usar quando crescer.  Chegamos à gavetinha dos brincos de pérola e vejo o seu ar fascinado de menina que achou um tesouro. Devemos ter estado ali uns 20 minutos. A namorar bijuteria... E dou comigo a pensar: Então é isto ser mãe de menina...  Escolhidos os brincos arrumámos tudo, não sem antes ela...

Manhãs de domingo

- Já que te acordam com as galinhas, mais vale aproveitar e adiantar trabalho. - Pensamento inocente de quem tem filhos.  Em poucos minutos há folhas, cadernos, lápis e canetas à miha volta, na mesa.  Um quer fazer atividades, outra quer que eu lhe passe trabalhos...  - Ide brincar, criaturas de Deus! -é o que grito mentalmente enquanto tento forçar um sorriso e correspondo ao que pedem, adiando para sei lá quando, as coisas que tenho MESMO que ter feitas até ao final do dia de hoje. Eles não têm culpa que tenhas tarefas e obrigações. É fim de semana e precisam da tua atenção... A teoria está toda aqui... mas há alturas em que tenho que usar toda a pedagogia e auto controle para manter a calma e aceitar que não posso fazer as coisas quando e como quero...Inspira, expira... Bora lá, parece que agora é hora de ir fazer bolachinhas...

Uma torta de laranja e o dia em que tudo mudou

Amanhã fazes anos . Tu, o meu Grande. o meu filhote primeiro. 15 anos. Ser mãe foi sempre um desejo, um objetivo. Nunca equacionei não ter fillhos. Estava, desde as primeiras brincadeiras com nenucos e papinhas, preparada para receber nos braços um pequeno ser, saído de mim, e que segundo ouvia dizer: "ia mudar a vida como eu a conhecia". Tu, trouxeste tudo isso e muito mais. Desde o momento em que soube que ia ser mãe e, ingénua, corri a contar ao mundo a notícia. Nunca pús a hipótese de algo pudesse não correr bem. Sonhava contigo há anos! Tinhas apenas 6 semanas de gestação, meu amor, quando soube que me tinhas escolhido para mãe. Foste amado desde o "positivo" no teste. Por mim, pelo papá, pelos avós, pelos tios. Vá... já sabes que tive ali uns segundos de "a sério?!" quando me disseram que eras um rapaz. O papá deu um salto no banco e soltou um " YES!", mas eu, nas minhas certezas estava segura que o meu primeriro filho ia ser menina......

O meu príncipe mais doce faz 6 anos

Isto de ser mãe é tramado. Ainda ontem andava em euforia com a ideia de ser mãe, com a ansiedade de saber se serias menino ou menina, de decidirmos o teu nome, de garantir que não nascias a dia 10 para não partilhares o dia com o tio P., como raio, de ontem para hoje, já fazes 6 anos? Meu docinho mais lindo. Meu espanholito teimoso e obstinado. És o meu filhote mais sensível. Aquele que se emociona com os desenhos animados, que fica sentido com os ralhete, que me sufoca com abraços e declarações. Não sei como foi possível a nossa família existir 10 anos sem ti. tornamo-nos infinitamente mais felizes há 6 anos. Muitos parabéns! O mundo é mais rico por estares nele. Continua a pintá-lo com as tuas cores e a tua alegria!

Desenhos preciosos da nº3

- Mãe eu desenhei-te! Mas não tive tempo de fazer o cabelo e não sei fazer as borbulhas... ☺️ 😍  o cabelo agradeço mas as borbulhas podes deixar estar, Guidinha...

Diálogos

- “Herique”, sabes? eu gosto muito da nossa família! Porque eu não tenho uma mana mas eu tenho dois manos e tu e o “Axande” gostam muito de mim! - Sim “Didinha”, porque eu vou sempre “putegê-te” porque nós somos uma equipa e eu sou mano do meio! ❤️ 😻  conversas dos dois caçulas, entre papéis e canetas de feltro... (ia jurar que o sofá não tinha aquele traço preto)

Dos canitos e seus Tutores

Esta imagem podia ser uma recordação gira do nosso fim de tarde...- podia, se momentos depois o Kike não tivesse pisado um cocó de cão, amavelmente deixado por um dono concerteza muito atarefado ou quiçá com uma dor nas costas tal, que o impediu de apanhar o “presente”. Ora, sendo os ténis do jovem uma invenção maravilhosa que não pode ir à máquina porque vêm equipados com ligações usb para carregar as luzes led que têm de lado, adivinhem lá quem teve o prazer de andar de escovinha, toalhinha e outras inhas na mão a escarafunchar os ditos? É muito bom ter um jardim nas traseiras de casa, para os cãezinhos irem fazer as necessidades em modo zen... já as crianças, é mais seguro levá-las a brincar para o parque de estacionamento. Aí não há focos de cocó no chão. Não me interpretem mal. Não tenho nada contra os canitos,desde que os donos assegurem o seu comportamento. Se o cão corre e salta para quem passa, please keep them on a leash!, se o canito faz as suas necessidades,  noble...

Quem sai aos seus...

Enquanto faço scroll no browser de internet, aparece uma imagem de promoção do filme Annabele 3. Quase de imediato ouço um grito por cima do ombro: -UAU! Guida! Olha! A mãe tem aqui aquele filme da boneca que fala. Primeiro pensamento !? - What a hell... Mas voçês conheçem isto de onde? -Do youtube! -Estava no cinema! - Nós vimos um video Assim, tudo em stereo e bem alto que essa coisa de falar à vez e com tom calmo não é cá para os meus estarolas. -Oh Mãe! Podes pf pôr um bocadinho? - Pede a M. com as mãozinhas em tom de prece e olhinhos de gato das botas. - Não. Não é filme para a vossa idade. - respondo divertida. - Oh mãe, eu não tenho medo! É só um filme a fingir! Põe lá! - Insiste ela. O H., como gajo que é, já direcionou a atenção para outro lado e seguiu para o quarto. -Mãe! Dá aí o computador! Eu ponho!- teima a serigaita mais uma vez. Claro que não meti o trailer... E agora estou aqui, entre o espanto da minha piolha de 4 anos pedir p...

A nova princesa da minha vida

Que delícia esta minha afilhada! Boneca mais sorridente e olhinhos lindos! A-P-A-I-X-O-N-A-D-A! Pronto. Era só isto. Podem voltar à vossa vida, obrigada.

Da logística cá de casa

A logística cá de casa é sempre uma aventura...  o número de máquinas de roupa semanais,  o esforço hercúleo de manter as coisas minimamente arrumadas, assegurar que toda gente tem o banho tomado a tempo do jantar, o jantar pronto a horas decentes e que tudo janta antes da hora de ir dormir.  Para a semana o H. e a M.vão fazer praia.  Vão sair comigo e isso implica estar fora de casa as 7:50, 8:00 o mais tardar... entre os dramas antevistos de: -só mais 5 minutos na cama!, -não quero estes chinelos!, - despacha-te a comer senão ficas em terra! e todas as outras verbalizações que quem tem filhos, tão bem conhece... Não posso antecipar essas interações, por isso antecipo onde posso e no que posso, para que as manhãs sejam menos confusas... Kits de roupa, fato banho, muda e toalhas prontos para a semana... as mochilas foram todas lavadas e estão a secar para poder deixar ensacadas as coisas de cada um para pelo menos 3 dias 😂😂😂... Mesmo assim há que assegurar a...