Avançar para o conteúdo principal

Leituras de Verão - Longa Pétala de Mar

 Isabel Allende é, para mim, maravilhosa em rudo o que escreve. Sou completamente fascinada pelo dom que tem de criar personagens cativantes, envolvendo-os numa contextualização histórica apaixonante e nada pesada. 

No livro, Longa Pétala de Mar, Isabel conhecemos a família Dalmau. Vítor Dalmau, um estudante de medicina que se vê obrigado a lutar na Guerra Civil Espanhola e pelos conhecimentos que tinha é colocado de serviço nos hospitais e sai ileso da guerra.

Por outro lado, Roser Bruguera, uma rapariga acolhida pelos pais de Víctor, acaba por engravidar de Guillem, o irmão de vítor, que morre em combate e não chega a saber que deixou a sua amada grávida de um filho seu. Depois de várias peripécias onde se explora a miséria e o papel dos refugiados Espanhóis em fuga do regime de Franco, Vítor e Roser casam, para serem legalmente família e poderem fugir para o Chile.

Partem no navio Winnipeg, numa viagem organizada pelo poeta Pablo Neruda, cujo papel em todo este conflito nos é dado a conhecer, numa homenagem bonita que explora o facto de ter ajudado a salvar 2 mil refugiados republicanos espanhóis.

Isabel Allende faz uma retrospetiva da maior parte do século XX, recontando episódios importantes da história de Espanha e Venezuela, e também abordando a história política do Chile, com a chegada de Salvador Allende até à entrada no poder do ditador Pinochet.

Terminei a leitura com a mesma sensação que tenho sempre que termino um livro de Isabel Allende:  a história, as personagens, a escrita, fazem um conjunto arrebatador e roçam o meu ideal literário.  Amei!

Opinião sobre o livro: Longa Pétala de Mar,de Isabel Allende.


Comentários

Mensagens populares deste blogue

Passatempo

Com intuito de divulgar o blog e aumentar o número de seguidores vou promover um concurso! O prémio é um exemplar do livro : Super Mães, Super Mulheres Como a maternidade nos dá uma maior agilidade mental de  Katherine Ellison Para participar devem: 1º Seguir o blog 2º Comentar pelo menos um post 3º Divulgar pelos teus amigos Não esqueças de partilhar o link da divulgação!!! a Rafflecopter giveaway

Balanço de um ano de ensino público

A escola onde efetivei é uma escola profissional. Tem, além desse ensino,cursos CEF. Nunca tinha tido experência com qualquer deste tipo de ensino e, igual a mim mesma, achei que enquanto professora, seria uma mais valia a experiencia, nem que fosse por um ano! "Se não me adaptar posso sempre tentar a mobilidade para uma escola de ensino recular". O embate maior e a preocupação inicial foi: Isto vai ser a minha pr imeira vez com turmas CEF. Confesso: fiquei apreensiva. Sabia que era um público diferente, com histórias difíceis às costas, com resistências, com cansaço da escola — e tantas vezes com pouca esperança em si mesmos. E eu? Ia conseguir chegar até eles? Ia conseguir fazer a diferença? Ouve-se tanta coisa... Decidi ir sem bagagem nem expectativas e ver onde o vento me levava. O primeiro impacto foi um choque de realidades . O que funciona nas turmas regulares… aqui nem sempre cola. Há outra linguagem, outro ritmo, outro foco. Muitas vezes, o desafio é só conseg...

Eu, pluviófila, me assumo.

A-D-O-R-O! Das galochas de borracha, aos chapéus de chuva enormes. Das gabardines ao cabelo encharcado.  A ponta dos dedos gelada de segurar o chapéu, ou, esperem, a elegância das luvas de pele a segurar o chapéu.  ADORO chuva. Não é de hoje, não é de ontem.  Talvez seja mimalhisse de infância, dos tempos em que chegava a casa,encharcada ao vir da escola , e tinha a minha mãe à espera, de toalha turca em punho,  pronta a secar cada gota de água e a esfregar-me de tal modo o corpo para o aquecer que me deixava a pele a doer. Ou talvez fosse das muitas vezes que a ouvi contar o horror que sentiu ao viver as cheias de 67.  O pavor de ver colchões a descer a rua que mais parecia um rio, o pânico de ver o pai tirar baldes de água de dentro de casa, o temor ao ver estradas de lama descer a encosta da serra e galgar pelas casas. Talvez a dor que via estampada nos olhos da minha mãe, ao falar de coisas que não compreendia, me fizessem querer minorar o dr...